No dia 19 de fevereiro de 2026, uma mulher, acompanhada de seu filho, compareceu à Delegacia de Atendimento à Mulher, em Bataguassu. Ela relatou que seu companheiro invadiu sua residência em um endereço no bairro Bongiovanni. A vítima possuía Medidas Protetivas de Urgência vigentes contra o investigado.
Segundo informações de vizinhos, o suspeito rompeu o cadeado para entrar no imóvel e subtraiu um aparelho de ar-condicionado. A vítima também relatou temer por sua integridade física, mencionando que o investigado havia dito a colegas de trabalho que "só não a matou porque não quis".
A Polícia Civil confirmou que a medida protetiva havia sido deferida e que o autor foi intimado em 10 de fevereiro de 2026. Como as equipes da Polícia Civil estavam em diligência no Assentamento Santa Clara, a Autoridade Policial solicitou apoio da Polícia Militar para verificar a situação no endereço da vítima.
A guarnição militar informou que a casa estava trancada externamente com um cadeado que, segundo a vítima, não pertencia a ela. Mediante autorização expressa, foi solicitado que os militares rompessem o obstáculo e entrassem no imóvel, acompanhados da vítima, para verificar o local e inventariar possíveis danos ou subtrações.
Por fim, orientou-se que a vítima recolhesse seus pertences pessoais e os de seu filho para viabilizar um abrigamento temporário, devido ao risco persistente à integridade física da mulher e da criança.